sábado, 5 de março de 2011

Entrevista com Frei Alvaci Mendes da Luz, 2° parte!

Convido você a continuar lendo a segunda parte desta entrevista com bastante empenho e atenção. Nós catequistas, precisamos de muito mais do que trabalhinhos e dinâmicas prontas para passar aos catequizandos. Precisamos de informações, de novas ideias, de formações. Não basta estacionarmos a nossa vocação nas coisas que já estão prontas... Dedique-se, Empenhe-se, Entregue-se, Atualize-se... Vamos levar a sério a missão ao qual Deus nos confiou e trabalhar bastante, rumo a ajudar na construção do Reino Dele.
Paz e Bem queridos irmãos e irmãs...

Entrevista

Blog: você concorda que a Catequese deveria estar integrada com os outros movimentos Pastorais da Igreja?

Frei Alvaci:
Com certeza que sim. Acho que a catequese tem muito a contribuir com diversos movimentos dentro de nossas comunidades. Creio que poderiam trabalhar integrados, visto que, unidas as pastorais se reforçam, crescem, ganham credibilidade.
Porque não pensar com os jovens do crisma ou perseverança, a preparação desde o inicio de um encajamento maior na igreja, a criação de grupos de jovens, o envolvimento com a própria catequese, as pastorais do teatro, do canto, da liturgia. Todos estes grupos precisam de reforço e creio que está na catequese esta força da qual dispomos e precisamos. Não termos medo de oferecer aos jovens opções para a sua vida de fé, trabalhar neles o espírito de pertença a uma comunidade e a uma Igreja.
Como já disse, a catequese é a alma de uma paróquia ou comunidade, e dela brotam os rebentos de amanhã. É por isso, que os movimentos pastorais devem investir nos catequisandos que temos hoje, para poder contar com membros ativos na Igreja de amanhã.
Blog: Alguns pessoas discordam sobre a possibilidade de trabalhar a Santa Missa através de uma linguagem mais infantil, voltada à realidade das crianças. Outras concordam desde que não se exponha a Liturgia de modo a tentar mudá-la radicalmente. Como integrar as crianças e jovens a participarem das missas, fazendo com que esse momento seja mais participativo entre eles?
Frei Alvaci: 
Quando falamos em crianças e jovens, falamos em mobilidade, energia, criatividade, diversidade. De fato, é difícil manter uma criança parada por muito tempo, um jovem sentado por mais de uma hora. Todos são pontos que devem ser analisados.
A missa é uma grande celebração do mistério de Deus, dividida em partes e momentos tão significativos que mereceriam um estudo detalhado de cada uma delas. Contudo, a missa é marcada por certa “regularidade”, existem partes que não podem ser mudadas, que são sempre iguais, e que são por sua vez de uma riqueza sem par. Contudo, não estão adaptadas a linguagem da criança e do jovem. Por exemplo: como querer cobrar de uma criança que ela entenda que Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, se ela nunca viu um cordeiro na vida, ou ainda, dizer que Jesus é o pão da vida descido dos céus, numa linguagem tão figurada que uma criança jamais entenderá.  
É claro que não podemos banalizar a liturgia, mas sou de acordo que podemos adaptar as linguagens, falar do modo delas, estar mais próximo, fazer com que as crianças e adolescentes criam gosto pelas coisas de Deus. Aos poucos elas entenderão, e a catequese serve para isso, mas enquanto elas estão no caminho, porque querer cobrar ou se exigir demais num campo tão “abstrato” como é o campo da fé?
Se não conseguimos convencer o pároco a fazer uma missa das crianças, adaptada, mais própria, façamos um momento celebrativo antes, durante ou após a missa para as crianças e jovens. Mecham com sentimentos, com brincadeiras, com palavras simples. Tenho certeza que o resultado será um grupo de catequisandos mais interessado e participativo.

  Blog: Em sua opinião, como deveriam ser os cursos de formação catequética para os catequistas. A internet tem sido útil no sentido de formar novos catequistas?

Frei Alvaci:
Quanto mais pudermos partilhar de nossas angustias e conquistas, mais podemos crescer como pastoral catequética. Acredito que as catequistas deveriam promover entre si encontros para partilhar o que vivem e sentem numa sala de catequese, o que tem dado certo e o que tem sido menos bom. Todos devem trabalhar em consonância com as diretrizes da catequese de sua diocese e paróquia, e ter bem claro que as dificuldades encontradas muitas vezes são bem mais comuns do que se imagina.
Acredito que devemos usar todos os meios possíveis para o bem de nossos catequisandos, e, é aqui que entra a internet como ferramenta indispensável na formação e na preparação de nossos encontros. Este blog, por exemplo, tem se mostrado um ótimo lugar onde podemos buscar materiais para preparar melhor nossa catequese. É certo que precisamos filtrar muitas das coisas que encontramos na internet, mas muito daquilo que se partilha aqui, é de grande valia.
Aproveito a oportunidade para parabenizar a catequista Elaine, que é uma apaixonada pela catequese e pelos seus “pequenos”. O Reino se constrói assim, da luta e do esforço diário de cada um. As bênçãos de Deus a todos vocês que se empenham pelo melhor de nossa Igreja.
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Caríssimos, que Jesus e Maria, em seu infinito amor, cuidem sempre de nós e estejam ao nosso lado, nos dando força e coragem para continuar nessa linda missão de amor aos nossos irmãos! 
Paz e Bem!




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