quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Tempo da Quaresma: Jejum, Penitência, Oração, Esmola.

Em nossos relacionamentos com as pessoas, existe um ritual que nós realizamos naturalmente, sem perceber. Por exemplo, quando queremos agradar uma pessoa a quem amamos, fazemos-lhe carinho, dizemos-lhe palavras boas, damos a ela alguma coisa, um objeto, um presente, que é nosso, de que nós gostamos, mas que queremos dar a ela como gesto de amizade.

De outras vezes, quando magoamos alguém, queremos fazer de tudo para apagar aquele gesto impensado: pedimos desculpas, lastimamos o nosso procedimento, até que sentimos que aquilo ficou esquecido. Nós nos penitenciamos diante das pessoas que amamos. Penitência é um ato de amor.

No nosso relacionamento com Deus, a penitência torna-se premente para nós. Temos necessidade de mostrar a Ele nosso amor porque tudo o que temos vem d’Ele e é d’Ele. Devemos mostrar-nos humildes diante d’Ele porque, sem a sua providência, nada somos. A recepção das cinzas na fronte, durante a missa da quarta-feira de cinzas, se feita com convicção, é um gesto de humildade muito agradável a Deus. Precisamos também nos penitenciar ainda mais porque erramos muito, pecamos e não correspondemos à magnitude do amor divino.

Mas Ele é misericordioso e basta um pequeno gesto nosso em sua direção que Ele se consome de piedade por nós.

A penitência implica em arrependimento, dor por causa de nossas falhas e propósito de evitá-las e confiança na ajuda de Deus. Nutre-se da esperança na sua misericórdia. Ela se exprime de formas muito variadas, em particular, com o jejum, a oração e a esmola. Essas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida cotidiana do cristão, em particular no tempo da quaresma e no dia penitencial da sexta-feira.

A penitência interior é o dinamismo do “coração contrito”, movido pela graça divina a responder ao amor misericordioso de Deus.

A prática do jejum é uma forma de penitência. A Igreja nos pede o jejum durante a quaresma, mas podemos praticá-lo em várias situações. A propósito diz a legislação complementar do Código de Direito Canônico que: “Quanto aos cânn. 1251: 1. Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade.” Conhecemos pessoas que se privam de guloseimas agradáveis ao paladar, colocando esse sacrifício como uma alavanca por intenção de um ente querido.

Há também o jejum da palavra ferina. Muitas vezes temos ímpetos de dar uma resposta ofensiva a alguém. Mas, se nos abstemos disto, estamos praticando jejum. Somos convidados, por fim, a jejuar de todos os sentidos como maus pensamentos, maus olhares, maus desejos, más palavras, uso indevido de nossas mãos e de nossos pés na busca desenfreada das paixões desordenadas.

O repartir os nossos bens com outras pessoas é também uma maneira de jejuar. Neste mundo consumista, queremos sempre ter e nos esquecemos de dar. É um jejum admirável quando a pessoa se desprende do que gosta em detrimento do outro que necessita daquilo.

Enfim, uma penitência maravilhosa, prodigiosa é a oração. Assim como, no nosso dia-a-dia é necessário conviver com as pessoas, falar-lhes e escutá-las, mais ainda é preciso praticar a oração com Deus, falar com Ele e escutar o que Ele nos diz. Não podemos limitar nossas orações a pedidos. Só queremos falar com Deus pedindo, pedindo, pedindo...

Primeiro, nós O louvamos pela sua grandeza e majestade infinita. Em seguida, nós devemos agradecer a Ele tudo o que temos e somos. Depois disto, então, pedimos uma graça, uma bênção, uma providência, um socorro. Alguém já disse que "a oração é à força do homem e a fraqueza de Deus", porque Ele é que nos amou primeiro e quer que sejamos felizes. Importante, muito mais importante ainda, é que nós saibamos escutar o que Deus tem a nos dizer. Nós, na maioria das vezes, queremos só falar, mas, como num diálogo, precisamos aprender a escutar a Palavra de Deus.

E Deus, na sua insondável misericórdia, nos fala de várias maneiras: através da Bíblia, através dos acontecimentos, através da palavra de um amigo e até de um estranho. A nossa vida é uma constante palavra de Deus. A nossa própria consciência é a presença de Deus nos alertando sobre alguma coisa, tanto quando praticamos um gesto nobre como quando erramos.

Até em pensamentos podemos conversar com Deus. Ele nos deu vários caminhos para chegar a Ele, que está de mãos estendidas para nós. Só falta abrirmos o coração.

Fonte texto: Site Catequisar; 
Por: Padre Wagner Augusto Portugal

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Texto para a formação e informação dos catequistas.

Passeando pelo Blog do Catequista Roberto encontrei muitos textos legais. 
Este é um de tantos que vale muito à pena refletirmos.

Como ser Catequista de Iniciação Cristã?
(* Dom Orlando Brades ´- arcebispo de Londrina/Pr)

1.1.   Se o catequista não passar por um processo de iniciação cristã, sua catequese não mudará nada. Ele mesmo deve ser um iniciado à fé. Por isso ele deve ser pessoa convertida, evangelizada, entusiasmada. Pessoa de oração diária, que fez a experiência do amor de Deus e dá catequese como um ato de amor. O catequista reflete em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus Cristo, seu reino e sua Igreja. Transmite uma experiência de vida, não uma teoria, nem uma doutrina racional e vazia.

1.2.   O Catequista deve dar catequese com alegria. Os catequizandos são tocados pela alegria do catequista. Esta alegria toca, convence, inflama, atrai as pessoas ao seguimento de Jesus. Quanto mais alegria, tanto mais a catequese será agradável e convincente. A alegria é sinal da fé, manifesta a experiência feita do amor de Deus e o desejo de comunicá-la. O bom catequista tem fé, competência e metodologia, mas transmite tudo isso através da alegria.

1.3.   O catequista que tem Iniciação Cristã fez a experiência do amor de Deus e quer mostrar, ensinar, divulgar a experiência do amor de Deus. Este amor vivido desperta o coração dos ouvintes. Quanto mais o catequista ama sua sala, seus catequizandos, tanto mais vai cativá-los no amor de Deus. Assim, os catequizandos sentirão a alegria de descobrir que são amados por Deus.

1.4.   A catequese de Iniciação Cristã começa mostrando quanto amor Deus tem por nós, dando-nos Jesus na manjedoura, na cruz e no sacrário. A morte e ressurreição de Jesus são grandes provas do seu amor. O centro da catequese é mistério pascal, a morte e ressurreição de Jesus, por amor de nós. Assim toda a Escritura Sagrada é uma carta de amor. Os sacramentos são gestos, abraços e beijos do amor de Deus. Até o sofrimento, enquanto chance de conversão e crescimento, é também amor de Deus, advertência e providencia de Deus para o nosso bem. A Igreja é mãe amorosa que nos acolhe, batiza, crisma, perdoa, alimenta e reza por nós. A catequese é um ato de amor de Deus e da Igreja para nossa felicidade e salvação.

1.5.   Uma catequese dada com amor e por amor e dada com alegria, suscita no coração do ouvinte a esperança de ser melhor, o desejo de mudar, a aspiração de se converter e se salvar e de ajudar os outros a descobrir este amor.

1.6.   O catequista da Iniciação Cristã faz diariamente a meditação da Palavra de Deus, tem seu ritmo de silêncio, de escuta, de oração pessoal, precisa permanecer na “escola da Palavra” para interiorizar a mensagem e comunicá-la com ardor. É um contemplativo que transmite o que armazena em seu coração. A boca fala do que vem do coração. Na iniciação Cristã acontece a catequese apostólica: “Chamou-os, para estar com Ele e enviou-os a evangelizar” (Mc 3, 14-15).

1.7.   O Catequista de Iniciação Cristã tem quatro pilares nos quais se afirma: 

1) Oração diária, vida de oração que brota da fé. Deve ser mestre de oração. 

2) Competência: é uma pessoa que estuda, faz cursos, tem o habito de leitura, procura cultivar-se. 

3) É humano, isto é, tem cuidado, carinho, amor, ternura e responsabilidade pelos catequizandos. Tem um amor exigente que leva a sério sua missão. 

4) Tem pedagogia e metodologia de ensino.

Paz e Bem!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Chamadinha 2012 para a Catequese!

Fiz este novo modelo de chamadinha para que você, catequista, possa ter controle da participação dos seus catequizandos, nos encontros, na Santa Missa e também nas atividades e o uso na Bíblia.
Espero que gostem.
Paz e Bem!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Álbum Litúrgico da Turma do Biblincando!!!.


Mais um método de ajuda para catequizar as crianças! 
Este vídeo apresenta o novo Álbum-Jogo Litúrgico Catequético 2012 da Turma do Biblincando  e está com grandes novidades! Seus catequizandos vão amar!
  • O Álbum é tamanho revista, ou seja, 21X28 cm e contém 12 páginas (com a capa);
  • As Figurinhas enviadas com o Álbum estão maiores, proporcionando uma visão ainda melhor das ilustrações que se referem ao Evangelho de cada domingo do Ano Litúrgico. Ao todo são 53 figurinhas auto-colante;
  • As crianças vão aprender brincando com 3 JOGOS:
    • SACRAMENTOS
    • MANDAMENTOS
    • OS SANTOS DE NOSSA IGREJA
  • Será enviado juntamente com o Jogo e Álbum 5 pinos e um dado colorido para a criança

    Objetivo e Finalidade

    Este material tem como objetivo ser um instrumento didático-pedagógico no ensino da Liturgia e, ao mesmo tempo, um elemento motivador dos encontros catequéticos e da missa infantil dominical. Assim de forma divertida e alegre que pode ser usado em casa, na escola, etc. O que faz da criança um evangelizador, afinal todos somos chamados a ser Discípulos e Missionários de Jesus. Sua finalidade é:

    • Favorecer a formação litúrgica de um modo descontraído e permanente dentro do processo catequético;
    • Despertar, de uma forma lúdica, o interesse das crianças para a Liturgia;
    • Ser um instrumento motivador da participação infantil nas Missas Dominicais e nos Encontros catequéticos;
    • Aproximar do cotidiano infantil a linguagem e o rico conteúdo oferecido pela liturgia, possibilitando a integração fé e vida.
    • Ser um entretenimentos com os jogos que, ao mesmo tempo é um meio de formação na Doutrina Católica.



    Fonte: http://www.comdeus.org.br/album2012/
    Paz e Bem!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Formação para Catequistas

Ainda não conheço todo este material. Porém é imprescindível que busquemos nos formar entrando em contato com estas obras: Além é claro, do CIC e a Sagrada Escritura, como já foi visto em postagens anteriores.

Entre outros livros que precisamos buscar para estar sempre atualizados em relação a Pastoral da Catequese. 
Paz e Bem!